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Entrevista. Crescimento do Planalto Norte depende agora da união dos prefeitos, diz Beto Passos

Publicado em 11/10/2018 às 16:55 - Atualizado em 11/10/2018 às 16:55

Beto Passos
Créditos: Douglas Dias Baixar Imagem

Para o prefeito de Canoinhas e presidente da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), Gilberto dos Passos, o Beto Passos (PSD), não eleger deputado mostra que os municípios da Amplanorte precisam reavaliar decisões, aprimorar o debate e concertar erros do passado para crescer. Ainda segundo o prefeito, a falta de representatividade política para os próximos quatro anos poderá dificultar o crescimento da região, mas será uma grande oportunidade para unir a região em busca de objetivos comuns.  

 

Prefeito, em épocas de recursos escassos o que fazer para suprir as demandas do município?

Não é segredo para ninguém que há uma inversão no dinheiro público. Os municípios têm seus problemas e nós temos que buscar atender a população em todos os campos. Acontece que grande parte dos impostos vai para Brasília e os municípios acabam tendo pouco retorno, o que dificulta o oferecimento de serviços, de programas e obras. Hoje, os prefeitos têm muito pouco recurso, vindos do Governo Federal e Estadual, para garantir investimentos. Logo, precisamos de criatividade, zelo e austeridade na condução dos cofres públicos para driblar as adversidades e minimizar os problemas dos municípios. Porém, asseguro que não há como resolver tudo diante do cenário de poucos recursos que estamos vivendo.

 

Qual sua visão para fortalecer os municípios da Amplanorte e a união entre eles?

Tenho a convicção de que somente a união de esforços fará com que nossa região cresça. Todas as cidades da Amplanorte têm o seu valor. Nós fazemos parte de uma mesma região, e independentemente de quem governa os municípios, temos que manter a união e fazer com que a Amplanorte seja uma associação cada vez mais organizada e que preste mais serviços para as cidades. Não podemos criar mais barreiras, incentivando negativamente nossa população e comparando a importância de uma cidade com a outra. Nós tivemos sérios prejuízos quanto à representatividade do Planalto Norte no primeiro turno das Eleições e essa falta de conscientização nos deixou aquém do processo. Logo, precisamos amadurecer e aprofundar o debate sem egos inflados e pensando no bem comum da região.

 

Sem deputado eleito para a Câmara e Assembleia Legislativa, como buscar representatividade para a nossa região?

Primeiramente, tivemos um grande prejuízo com essas Eleições. O Planalto Norte deixou de participar do Parlamento de Santa Catarina e tínhamos a possibilidade de eleger no mínimo dois deputados federais ou três deputados estaduais. Mesmo assim, não conseguimos eleger ninguém. Isso mostra que temos que reavaliar nossas decisões e aprimorar o debate, ver o que está acontecendo, onde está o erro e porque perdemos essa oportunidade de manter, pelo menos, duas cadeiras na Assembleia Legislativa. Agora, resta conversar com todos os partidos e fazer com que os deputados eleitos olhem por nossa região. Nós gostaríamos muito de ter uma representação, um ponto referencial, mas como não temos, precisamos buscar outras alianças e estreitar laços com quem já está lá.

 

O que nossa população pode esperar das ações dos Prefeitos nos próximos dois anos?

Todos os nossos prefeitos são homens dedicados e acima de tudo, trabalhadores. Eu não tenho dúvidas de que nos próximos dois anos, mesmo com a escassez de recursos e a dificuldade nos repasses da União e do Estado, os prefeitos vão superar as barreiras e adversidades. Pelo que tenho percebido nesses quase dois anos de mandato ao lado de todos os prefeitos da região, posso afirmar que teremos ainda muito trabalho e que nos dedicaremos ao máximo em nossas funções. Nossa Associação é muito importante por garantir essa união entre os municípios. Nós fazemos encontros na área da Assistência Social, Saúde, Educação e em várias outras áreas, trocando experiências entre os prefeitos. E é essa interação que vai consagrar o Planalto Norte em uma região forte, unida e decisiva, para que no futuro, possamos recuperar o que nos foi tirado. Nossa região emprestou grande parte de sua riqueza para o desenvolvimento de Santa Catarina e agora, clamamos para que o Planalto Norte volte a crescer e se equipare às demais regiões do Estado. Nós merecemos uma atenção especial tanto da esfera Federal como da esfera Estadual. De qualquer forma, o que a população dos nossos municípios pode esperar é que não vamos desistir e faremos sempre o melhor pelo bem da nossa gente.

 


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